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Sim, voltei a escrever !!! \o/

Meu blog de textos e poesias está de volta e agora será divulgado direito !! hehe

Para os frequentadores do Apartamento 52, fica um novo blog:

Ossos do Escritório

Enjoy 😀

NÃO! Ainda não é Natal…

Mas devido à falta de internet amanhã, no meu caso, postarei hoje algumas coisas sobre a época mais iluminada e estressante do ano. Rodoviária lotada, shoppings lotados, aeroportos lotados… a porra da Av. Ibirapuera lotada pra ver a porra da árvore de Natal !!!

Enfim. O espírito natalino realmente preenche nossos corações com alegria, não é ?!

papai_noel

Quer umas dicas do que fazer no Natal em São Paulo ?

Fique em casa! Não vá ver a porra da árvore do Ibirapuera… Nem pense em fazer um tour pela Paulista…

Alugue um filme e fique em casa! Leia um livro, jogue damas, paciência, resta um!!! SEI LÁ !

Pra passar o tempo, olha como o bom velhinho (Papai Noel) é chamado em diversas linguas:
Alemanha: Nikolaus (ou Weihnachtsmann – literalmente, “homem do Natal”)
Croácia: Djed Mraz
Chile: Viejito Pascuero
Colômbia: Papá Noel ou Santa Claus
Dinamarca: Julemanden
Espanha, Argentina, Paraguai , Peru e Uruguai: Papá Noel
Estados Unidos: Santa Claus
Finlândia: Joulupukki
França: Père Noël
Inglaterra: Santa Claus
Itália: Babbo Natale
Países Baixos: Sinterklaas (ou Kerstman – literalmente, “homem do Natal”)
Portugal: Pai Natal
México: Santa Claus
Porto Rico: Santa Claus (Pronunciado en Puerto Rico, “SantaClo'” devido ao spanglish)
República Dominicana: Santa Claus Pronunciado como Santa Clo o às vezes Santi Clo
Rússia: Ded Moroz
Suecia: Jultomte
Macedónio: Dedo Mraz

O que??? Quer aprender a falar FELIZ NATAL em várias línguas também ???

Lá vai:

Alemão – Frohe Weihnachten
Armênio – Shenoraavor Nor Dari yev Pari gaghand
Basco – Zorionak
Catalão – Bon Nadal
Coreano – Chuk Sung Tan
Croata – Sretan Božić
Castelhano – Feliz Navidad ou Felices Pascuas
Esperanto – Gajan Kristnaskon
Finlandês – Hyvää joulua
Francês – Joyeux Noël
Grego – Καλά Χριστούγεννα
Inglês – Merry Christmas ou Happy Christmas
Italiano – Buon Natale
Japonês – Merii Kurisumasu (adaptação de Merry Christmas)
Mandarim – Kung His Hsin Nien
Neerlandês – Prettig Kerstfeest
Romeno – Sarbatori Fericite
Russo – S prazdnikom Rozdestva Hristova
Sueco – God Jul
Ucraniano – Srozhdestvom Kristovym
Português – Feliz Natal
Macedónio – Sreken Božić

Ho Ho Ho (Now I have a machinegun) …

FELIZ NATAL PARA TODOS !!! Quem sabe eu volte aqui ano que vem ^^

BJundas

Grande amigo meu

Parceiro musical (e teatral)

Papai Estrela

Resolvi postar aqui no meu blog uma de suas tirinhas Joanisticas que tem tudo a ver comigo!

Créditos para : Pedro H. Balboni (Papai-Estrela)

Tirinha retirada do blog Joãos & Joanas

Um bom fim-de-semana para todos e CONFIRAM MEU NOVO BLOG AQUI NO WORDPRESS !!!!!!

SERÁ UM BLOG APENAS DE TEXTOS E POESIAS ! Ossos do Escritório

=)

Hasta luego!

Gabi

Será que a vida é mesmo uma série de coincidências? Por que se a gente pensar bem, as coincidências de maior importância passam despercebidas. Pessoas vêm e vão. Todos os dias, despercebidas.

 

A vida passa pelos nossos olhos gritando: “Ei, olha eu aqui!” e a gente continua cego. Depois quando é tarde demais pra alcançá-la, bate o arrependimento. E a gente pensa: “Como que eu não vi isso antes! Como que eu não percebi?”. A vida escorregando pelos dedos. Foi e não volta nunca mais.

 

Ai eu penso… Como nós podemos olhar pros outros se não conseguimos nem olhar pra nós mesmos? É realmente tão difícil se livrar da cegueira? Abrir os olhos pra quem sabe um dia encontrar o olhar do outro? Encontrar o olhar do outro olhando para dentro de nós. E encontrar no outro a nossa verdade. A nossa essência. Sem máscaras, sem preconceito, sem julgamento. Totalmente livre de intenções. Um olhar puro e verdadeiro. Um suporte.

 

Geralmente, se você estivesse na rua e encontrasse o olhar de um desconhecido, a primeira coisa que faria seria desviar seu olhar. Ficaria sem graça, tímido e deslocado.

A vergonha é maior do que a vontade de se entregar. O medo é maior do que a vontade de ser amado (mesmo que por uns segundos).

 

Aceitar um olhar é aceitar o amor. Pelo menos é o que eu acho. Dizem que os olhos são o espelho da alma. Então o que há de melhor para traduzir o amor do que um olhar?!

 

Agora vem a coincidência! Que, por incrível que pareça, não passou despercebida! Os grandes amigos que fiz, não fiz no bar ou na balada. Fiz num silêncio de um olhar. E a gente se entendeu naquele silêncio, mesmo sendo desconhecidos. E a cada dia que passa, os olhares se tornam transparentes. Sem preocupações, sem julgamentos.

Cada olhar é único. Cada olhar marca um momento da minha vida, pois é cheio de luz. E essa luz se transmite de várias formas. Num abraço, num toque suave de mãos, num carinho. Ela se propaga pelo olhar. É um ciclo energético… Uma coisa tão poderosa, tão clara, e ao mesmo tempo difícil de encontrar (ou de se ver). A luz que nos une é a mesma que nos liberta da cegueira.  Uma energia que invade o corpo e transborda a alma. O amor.

 

Gabriela Maltos

Onde: Teatro Fábrica. Rua da Consolação, 1623

Quando: 6 a 28 de agosto. Quartas e quintas-feiras, às 21h.

Quanto: Ingressos R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)


Inspirada livremente em Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres, de Clarice Lispector, a peça busca trazer à cena a narrativa clariciana, pautada no fluxo livre. O texto é de autoria coletiva da Cia. Simples de Teatro, composta, em 2003, pelo diretor, ator, mestre e doutor em teatro pela USP Antônio Januzelli, os atores Daniela Duarte, Flavia Melman, Luciana Paez e Otávio Dantas.A obra de Clarice Lispector é marcada pelo existencialismo poético. Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres (1969) narra a trajetória de Lóri na busca de si mesma. Ao enfrentar e questionar a própria natureza, ela percebe que a maior experiência de sua vida será o encontro com o outro (Ulisses) e a descoberta do amor.
“O mérito do conteúdo e da escrita de Clarice é facilitar ao leitor o contato com o seu interior, a nossa encenação visa isso”, fala Flavia Melman. Com a repetição no palco da narrativa fragmentada e a improvisação de cenas, buscando a não representação, “os atores se livram de máscaras, entram em contato com seu ser essencial, provocando um encontro real entre elenco e público, despertando no espectador movimentos internos”.

 
 
 

 

 Jogo de improviso
De acordo com o ator Otávio Dantas, o espetáculo não se fecha em uma única linha narrativa, pois a platéia completa a trama com a sua própria história.

 

O objetivo do grupo é construir a dramaturgia a partir de representações simbólicas e alegóricas inspiradas nos personagens (Lóri, Ulisses e o mar) do romance durante o espetáculo. “Não se trata de uma simples transposição de uma história, mas sim de reconhecimento e busca de formas cênicas que traduzam a força do fluxo narrativo da escritora. As cenas são criadas para mostrar a busca real das pessoas por um encontro transparente, sem máscaras”, conta.

Fruto de 18 meses de pesquisa, a peça explora o jogo de improviso e foi desenvolvida a partir do Laboratório Dramático do Ator. As práticas de atuação criadas por Januzelli são inspiradas em técnicas de Jerzy Grotowski e na teoria artaudiana (Antonin Artaud), que investigam a construção da dramaturgia e o processo colaborativo do intérprete. “Com isso, atingimos uma expressividade cênica, onde a fragilidade é exposta e as máscaras dissolvidas. Um ator no eixo, sem máscaras, fica tão transfigurado que só pode ser compreendido como personagem aos olhos dos outros”, conclui a intérprete Luciana Paez.

 

 

 

Ficha técnica

Coordenação de direção: Antônio Januzelli.
Texto: Cia. Simples de Teatro.

Elenco: Daniela Duarte, Flavia Melman, Luciana Paez e Otávio Dantas.

Preparação corporal: Clarissa Leme Rezende.

Cenografia: Cia. Simples de Teatro.

Desenho de luz: Denílson Marques.

Peça reestreiou agora ! Curta temporada! Imperdivel galera!!!!!!!

 

^^

 

de Gabriela Marcondes. Uma médica, poeta, dj … e mais um punhado de outras coisas

 

Esse post é dedicado a minha amiga Paulinha (da música) que foi um anjooooo essa semana, esse mês, esse ano na minha vidaaaa! Por estar aqui em SP comigo!!! =)

Mto obrigada Paulinha! Somo nozes

Beijossss

E a Pixar consegue de novo …

Wall-E já é um sucesso! Eu particularmente acho o melhor filme de animação já feito (foi uma lição de vida pra mim).

E o melhor: O filme praticamente não tem diálogo!!!

A história é ambientada daqui a 700 anos, quando a Terra está completamente inabitável. Enquanto os humanos são levados a viver na órbita do planeta dentro da nave Axiom, robôs como Wall-E (sigla para Waste Allocation Load Lifter Earth-Class, ou “Elevador de Detritos Classe Terra”) ficam no planeta a fim de limpar a sujeira dos humanos e tornar o planeta habitável novamente.

Nos primeiros minutos de filme você já fica com água nos olhos… Sem sombra de dúvidas esse robôzinho conseguiu demonstrar tanto sentimento (melhor do que muito ator de Hollywood que tem por ai) verdadeiro de solidão, de ingenuidade… de inocência. E o cúmulo da solidão: Sua melhor amiga é uma barata. (que, por sinal, é imortal…e bem bonitinha!)

Wall-E consegue conquistar até mesmo “machões de academia, assassinos frios calculistas, políticos egoístas, vovôs veteranos de guerra, professores nazistas com coração de pedra e por ai vai…”

Tem muita gente falando que o filme é sobre ficção científica…blablabla. Aqueles nerds que querem aparecer e ficam postando nos blogs críticas destrutivas sobre o filme só pra parecer que entende de algum assunto. (uma sugestão: vai fazer resenha de Enterprise…)

Wall-E é um filme que fala de AMOR.

Agora coloco aqui a minha opinião: Até hoje, um dos filmes que mais me emocionou. E um dos filmes que marcou minha vida. Por ser uma animação, ele conseguiu mexer comigo de uma forma ainda mais intensa do que qualquer outro filme sobre amor já feito. Pela sua simplicidade.

A mensagem é simples: Corra atrás do que você ama. Siga seus sonhos, ouça seu coração. Mesmo sendo um robô construido para catar lixo. Você um dia vai salvar o mundo.

=)

Então fica aqui a minha dica da semana.

Assistam Wall-E no cinema!!! Vale a pena. É incrível !!!

Beijos,

Gabi

 

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A maçante idéia da falta de cafeína no sangue levanta sérias hipóteses de delirantes noites em claro não serem causa do meu problema crônico de insônia e sim a falta de coca-cola.  Assim como os dias passam devagar quando não se tem nada pra fazer, e quando se está atrasado dois minutos vão-se no tempo de um.  

As coisas mais simples de se montar parecem impossíveis quando se perde o manual de instruções. O último táxi parado sempre está com a luzinha apagada e sempre aparece alguém (do nada) para pegar o que está disponível. O sinal sempre fica verde quando você põe o pé no chão para atravessar a rua.

São aqueles dias que você acorda pensando que o mundo está girando ao contrário. Ou vai ver você está andando na direção oposta.  Aqueles dias que você abre os olhos e a força da gravidade fala mais alto. A vontade de ficar deitado na cama é tão grande, mas tão grande… Que você desperta uma depressão até então inexistente.

O despertador toca, e você já meio acordado nem sequer espera ele tocar a segunda vez, já o desliga.  Quando vai olhar as horas, pegou no sono e perdeu o horário. Correria, estresse e a causa do mau humor típico de 90% das pessoas numa segunda-feira as sete e quarenta e poucos da manhã.

Justamente nesse momento o sinal fica verde: quando você põe o pé no chão para atravessar a rua. (Lembrando que você está atrasado, e ainda tem que pegar o metrô – que por sinal vai estar lotado – para chegar ao trabalho e levar um esporro do seu chefe.)

E aí você, parado na esquina, esperando o sinal fechar, se encontra com um bando de desconhecidos. Cada um deles com a sua história, com o seu por que. Cada um com sua pressa. Cada um com o seu mundo particular.

E por uma fração de segundo você se desprende do seu corpo e vê essa cena. Uma segunda-feira nublada. Típico dia de São Paulo. Do seu lado esquerdo você vê executivos. Cada um com seu terno, sua mala e seu fone de ouvido. Do seu lado direito você vê alguns estudantes, uma senhora e seu York Shire e um casal de namorados de mãos dadas.

De repente um pequeno sorriso no canto da boca surge desprevenido. Aí você pensa em quão bela a vida é. E pensa naquela música que cairia perfeitamente praquele momento. O sinal abre, e aquele momento passa. Também passam as pessoas desenfreadas na sua frente e você volta subitamente à realidade. Entre empurrões e caras fechadas, você se pega sorrindo novamente, pois sabe que também é assim.

O medo constante do desconhecido nos deixa assim. O medo é a constante que rege, e de certa forma, liga nossas vidas. Medo da morte, medo de ter medo. Aquela mochila pesada que carregamos nas costas. Aquela máscara que colocamos no rosto todos os dias antes de sairmos de casa.

Medo de ser grande. Medo de errar. Medo de conseguir… Medo de seguir o coração e fazer o que acha que é certo. Medo de ser verdadeiro ou medo da verdade. Temos medo sem saber que na verdade não há verdade absoluta, mas sim a nossa própria verdade. A minha verdade, a sua verdade. A verdade interior. Isso é o que realmente importa no final. Como você se sente no fim de tudo. Se todo esse medo que você sentiu valeu a pena ou não.

Eu sinto medo o tempo todo. Medo de não ter tempo, medo de ser grande demais e não conseguir me sustentar depois. Sabe? Quando alguém cria uma expectativa de você, e quando te conhece acaba se arrependendo? Sinto medo de causar esse impacto negativo nas pessoas.

Sinto medo de me envolver demais com alguém. Sinto medo de amar demais alguém. Porque uma coisa é certa nesse mundo: Tudo que vai, volta. Mas se eu nunca amar ninguém, como alguém um dia pode me amar? Se eu ficar pensando demais na vida, ela vai passar diante dos meus olhos e eu não vou viver…

São aquelas coisas de criança. Quando você é pequeno quer ir sempre ao escorregador mais alto. Ai chega ao topo, olha pra baixo e muda de idéia. Quantas vezes já não desistimos de descer o escorregador mais alto por medo de tentar? Ai um dia, você cria aquela coragenzinha, que lá no fundo se mistura com um pouco de vergonha por “não ter ido ao escorregador até hoje” e vai. E você percebe que aquele medo era uma besteira. E percebe que perdeu tanto tempo pensando que fosse se machucar… E ai você vai de novo, e de novo, e de novo… Até cansar.

Hoje estava parada no trânsito e vi uma cena, no mínimo, inusitada. Uma mãe de mãos dadas com seu filho e mais duas amigas conversando, esperando o sinal fechar para atravessar a rua quando outra mulher e sua filhinha se aproximavam. O menino abriu os braços e pulou na frente da menininha. As mães se assustaram, não tinham idéia do que estava acontecendo. Ali ficou claro que as duas não se conheciam. As crianças se abraçaram. Foi um abraço tão puro e carinhoso. Livre de intenções. Foi simplesmente um abraço. As mães abriram um sorriso e seguiram seus caminhos opostos.

O caso não tem muito a ver com medo de tentar, mas nos mostra como somos frios e egoístas hoje. E pensar que em dez, quinze anos aquelas crianças vão andar nas ruas com seus óculos escuros e seus iPods. Nem sequer olhando nos olhos uma das outras. Com tanta coisa boa por aí, tanta gente boa. Tudo que a gente vê é tragédia e maldade. E a gente vai se acostumando… E vai ficando calado, e deixando de se preocupar com o importante.

Eu também já sofri. E ainda sofro. Não é meu sofrimento que faz de mim uma pessoa mais ou menos vivida do que outra. Tenho muitos medos, assim como todo mundo. Todo mundo sente medo porque até onde eu sei, todo mundo é mundo. O que a gente tem que ter é força pra enfrentar esses medos. Não importa o preço a pagar, não importa o que tivermos que sacrificar. Se valeu a pena, foi verdadeiro.

Gabriela Maltos

 

Um texto novo, pra começar (de novo) um novo blog. Quem sabe dessa vez eu continuo!!!

Quem leu até o final: Obrigada!

Quem não leu: Até a próxima …ou não!

Beijos,

Gabi