You are currently browsing the tag archive for the ‘textos’ tag.

Sim, voltei a escrever !!! \o/

Meu blog de textos e poesias está de volta e agora será divulgado direito !! hehe

Para os frequentadores do Apartamento 52, fica um novo blog:

Ossos do Escritório

Enjoy 😀

E a Pixar consegue de novo …

Wall-E já é um sucesso! Eu particularmente acho o melhor filme de animação já feito (foi uma lição de vida pra mim).

E o melhor: O filme praticamente não tem diálogo!!!

A história é ambientada daqui a 700 anos, quando a Terra está completamente inabitável. Enquanto os humanos são levados a viver na órbita do planeta dentro da nave Axiom, robôs como Wall-E (sigla para Waste Allocation Load Lifter Earth-Class, ou “Elevador de Detritos Classe Terra”) ficam no planeta a fim de limpar a sujeira dos humanos e tornar o planeta habitável novamente.

Nos primeiros minutos de filme você já fica com água nos olhos… Sem sombra de dúvidas esse robôzinho conseguiu demonstrar tanto sentimento (melhor do que muito ator de Hollywood que tem por ai) verdadeiro de solidão, de ingenuidade… de inocência. E o cúmulo da solidão: Sua melhor amiga é uma barata. (que, por sinal, é imortal…e bem bonitinha!)

Wall-E consegue conquistar até mesmo “machões de academia, assassinos frios calculistas, políticos egoístas, vovôs veteranos de guerra, professores nazistas com coração de pedra e por ai vai…”

Tem muita gente falando que o filme é sobre ficção científica…blablabla. Aqueles nerds que querem aparecer e ficam postando nos blogs críticas destrutivas sobre o filme só pra parecer que entende de algum assunto. (uma sugestão: vai fazer resenha de Enterprise…)

Wall-E é um filme que fala de AMOR.

Agora coloco aqui a minha opinião: Até hoje, um dos filmes que mais me emocionou. E um dos filmes que marcou minha vida. Por ser uma animação, ele conseguiu mexer comigo de uma forma ainda mais intensa do que qualquer outro filme sobre amor já feito. Pela sua simplicidade.

A mensagem é simples: Corra atrás do que você ama. Siga seus sonhos, ouça seu coração. Mesmo sendo um robô construido para catar lixo. Você um dia vai salvar o mundo.

=)

Então fica aqui a minha dica da semana.

Assistam Wall-E no cinema!!! Vale a pena. É incrível !!!

Beijos,

Gabi

 

[clearspring_widget title=”WALL-E” wid=”47f52785575c8467″ pid=”4878ede50ddf9deb” width=”400″ height=”300″ domain=”widgets.clearspring.com”]

A maçante idéia da falta de cafeína no sangue levanta sérias hipóteses de delirantes noites em claro não serem causa do meu problema crônico de insônia e sim a falta de coca-cola.  Assim como os dias passam devagar quando não se tem nada pra fazer, e quando se está atrasado dois minutos vão-se no tempo de um.  

As coisas mais simples de se montar parecem impossíveis quando se perde o manual de instruções. O último táxi parado sempre está com a luzinha apagada e sempre aparece alguém (do nada) para pegar o que está disponível. O sinal sempre fica verde quando você põe o pé no chão para atravessar a rua.

São aqueles dias que você acorda pensando que o mundo está girando ao contrário. Ou vai ver você está andando na direção oposta.  Aqueles dias que você abre os olhos e a força da gravidade fala mais alto. A vontade de ficar deitado na cama é tão grande, mas tão grande… Que você desperta uma depressão até então inexistente.

O despertador toca, e você já meio acordado nem sequer espera ele tocar a segunda vez, já o desliga.  Quando vai olhar as horas, pegou no sono e perdeu o horário. Correria, estresse e a causa do mau humor típico de 90% das pessoas numa segunda-feira as sete e quarenta e poucos da manhã.

Justamente nesse momento o sinal fica verde: quando você põe o pé no chão para atravessar a rua. (Lembrando que você está atrasado, e ainda tem que pegar o metrô – que por sinal vai estar lotado – para chegar ao trabalho e levar um esporro do seu chefe.)

E aí você, parado na esquina, esperando o sinal fechar, se encontra com um bando de desconhecidos. Cada um deles com a sua história, com o seu por que. Cada um com sua pressa. Cada um com o seu mundo particular.

E por uma fração de segundo você se desprende do seu corpo e vê essa cena. Uma segunda-feira nublada. Típico dia de São Paulo. Do seu lado esquerdo você vê executivos. Cada um com seu terno, sua mala e seu fone de ouvido. Do seu lado direito você vê alguns estudantes, uma senhora e seu York Shire e um casal de namorados de mãos dadas.

De repente um pequeno sorriso no canto da boca surge desprevenido. Aí você pensa em quão bela a vida é. E pensa naquela música que cairia perfeitamente praquele momento. O sinal abre, e aquele momento passa. Também passam as pessoas desenfreadas na sua frente e você volta subitamente à realidade. Entre empurrões e caras fechadas, você se pega sorrindo novamente, pois sabe que também é assim.

O medo constante do desconhecido nos deixa assim. O medo é a constante que rege, e de certa forma, liga nossas vidas. Medo da morte, medo de ter medo. Aquela mochila pesada que carregamos nas costas. Aquela máscara que colocamos no rosto todos os dias antes de sairmos de casa.

Medo de ser grande. Medo de errar. Medo de conseguir… Medo de seguir o coração e fazer o que acha que é certo. Medo de ser verdadeiro ou medo da verdade. Temos medo sem saber que na verdade não há verdade absoluta, mas sim a nossa própria verdade. A minha verdade, a sua verdade. A verdade interior. Isso é o que realmente importa no final. Como você se sente no fim de tudo. Se todo esse medo que você sentiu valeu a pena ou não.

Eu sinto medo o tempo todo. Medo de não ter tempo, medo de ser grande demais e não conseguir me sustentar depois. Sabe? Quando alguém cria uma expectativa de você, e quando te conhece acaba se arrependendo? Sinto medo de causar esse impacto negativo nas pessoas.

Sinto medo de me envolver demais com alguém. Sinto medo de amar demais alguém. Porque uma coisa é certa nesse mundo: Tudo que vai, volta. Mas se eu nunca amar ninguém, como alguém um dia pode me amar? Se eu ficar pensando demais na vida, ela vai passar diante dos meus olhos e eu não vou viver…

São aquelas coisas de criança. Quando você é pequeno quer ir sempre ao escorregador mais alto. Ai chega ao topo, olha pra baixo e muda de idéia. Quantas vezes já não desistimos de descer o escorregador mais alto por medo de tentar? Ai um dia, você cria aquela coragenzinha, que lá no fundo se mistura com um pouco de vergonha por “não ter ido ao escorregador até hoje” e vai. E você percebe que aquele medo era uma besteira. E percebe que perdeu tanto tempo pensando que fosse se machucar… E ai você vai de novo, e de novo, e de novo… Até cansar.

Hoje estava parada no trânsito e vi uma cena, no mínimo, inusitada. Uma mãe de mãos dadas com seu filho e mais duas amigas conversando, esperando o sinal fechar para atravessar a rua quando outra mulher e sua filhinha se aproximavam. O menino abriu os braços e pulou na frente da menininha. As mães se assustaram, não tinham idéia do que estava acontecendo. Ali ficou claro que as duas não se conheciam. As crianças se abraçaram. Foi um abraço tão puro e carinhoso. Livre de intenções. Foi simplesmente um abraço. As mães abriram um sorriso e seguiram seus caminhos opostos.

O caso não tem muito a ver com medo de tentar, mas nos mostra como somos frios e egoístas hoje. E pensar que em dez, quinze anos aquelas crianças vão andar nas ruas com seus óculos escuros e seus iPods. Nem sequer olhando nos olhos uma das outras. Com tanta coisa boa por aí, tanta gente boa. Tudo que a gente vê é tragédia e maldade. E a gente vai se acostumando… E vai ficando calado, e deixando de se preocupar com o importante.

Eu também já sofri. E ainda sofro. Não é meu sofrimento que faz de mim uma pessoa mais ou menos vivida do que outra. Tenho muitos medos, assim como todo mundo. Todo mundo sente medo porque até onde eu sei, todo mundo é mundo. O que a gente tem que ter é força pra enfrentar esses medos. Não importa o preço a pagar, não importa o que tivermos que sacrificar. Se valeu a pena, foi verdadeiro.

Gabriela Maltos

 

Um texto novo, pra começar (de novo) um novo blog. Quem sabe dessa vez eu continuo!!!

Quem leu até o final: Obrigada!

Quem não leu: Até a próxima …ou não!

Beijos,

Gabi